domingo, 17 de julho de 2011

PM reformado é um dos doze presos pela Operação Everest

Reprodução / TV GloboEle seria responsável em conseguir armas para os traficantes e também ajudava na proteção da quadrilha; presos são considerados os principais líderes do tráfico de drogas em Pernambuco.Reprodução / TV GloboReprodução / TV GloboO policial militar reformado Jaílton Antônio da Silva Azevedo, 44 anos, é um dos 12 presos pela operação Everest, deflagrada nesta sexta-feira (15) por 140 policiais civis e militares, nas cidades de Gravatá, Carpina, Olinda, Recife e Jaboatão. Os suspeitos são apontados como os principais líderes do tráfico de drogas em Pernambuco.
De acordo com a polícia, a quadrilha é especializada em vender pedras de crak e estava sendo investigada há nove meses. O PM reformado, que trabalhou na Rádio Patrulha, seria responsável em conseguir armas para os traficantes e também ajudava na proteção da quadrilha.
Durante as prisões, a polícia apreendeu 4 quilos de cocaína e mais de R$ 50 mil em dinheiro. Os 12 presos foram levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro.
“Foi uma questão de tempo. A investigação [foi feita] com inteligência e o trabalho foi realizado pelo Denarc, com apoio da inteligência da SDS. A gente conseguiu chegar a esses principais traficantes, que são pessoas que não tocam na droga. Eles aliciam, compram, vendem, mas não tocam na droga. São aqueles peixes grandes do tráfico e conseguimos chegar até eles com sucesso”, afirmou o diretor de Operações da Polícia Civil, Osvaldo Morais .
Ele disse que, nos últimos nove meses, outros 39 integrantes dessa quadrilha foram presos e estão nos presídios de Pernambuco. Com esses acusados, a polícia conseguiu encontrar 102 quilos de maconha e 125 quilos de pasta base de cocaína - o que representa 1,5 milhão de pedras de crack a menos nas ruas da Região Metropolitana.
                                                       "Reprodução / TV GloboO crack é a droga que afeta diretamente a violência, principalmente essas mortes e esses homicídios nessas brigas de galera. Isso faz com que a droga fique mais escassa e difícil e o objetivo disso é diminuir a violência entre esses criminosos”, afirmou Osvaldo Morais.