domingo, 5 de junho de 2011

Festa junina de Caruaru (PE) tem cuscuz de meia tonelada

Você sabe onde é realizada a maior festa junina do planeta? É em Caruaru, no interior de Pernambuco. Pelo menos é o que dizem os moradores da pequena cidade. Claro que, ali pertinho, em Campina Grande, na Paraíba, a população discorda. Afinal, segundo eles, o maior festejo de São João do mundo é lá, na cidade paraibana.

Difícil afirmar qual é a maior e melhor festa junina do Nordeste. Mas a festa de Caruaru, que começa neste sábado (4) e segue até o final do mês, em um detalhe se destaca. Somente lá é possível encontrar comidas gigantes.

E não é que sejam grandes, ou bem maiores que os quitutes normais, elas são mesmo gigantes! Tem cuscuz de meia tonelada e pamonha com mais de 100 quilos.

E não é só. Tem chocolate quente, tareco e mariola, pipoca, pamonha, bolo de milho, canjica, cozido de milho, arroz doce, quentão, macaxeira, xerém e quarenta (uma mistura de fubá, verduras e frango ou bacalhau) --todos os maiores do mundo.

São detalhes 'gigantes' como esse que tornam esse momento do ano tão importante, e saboroso, para as crianças de Caruaru. Tanto que, nessa época do ano, elas não vão para a escola. Por ali, as férias começam em junho.

"Antes não dava certo, todos queriam ir pra festa, e a sala de aula se tornava um estorvo", explica Ivana Paschoal, diretora de Educação do município. Ela conta que a festa de São João, que dura o mês inteiro, é a festa mais importante do ano para a região. "É mais divertido que o Carnaval", compara.

"As crianças começam a trabalhar o tema em sala de aula, depois participam da decoração da escola e encerram o semestre com uma enorme festa", conta a diretora. Depois, é só vestir a melhor roupa de caipira porque ainda tem mais um mês de muitas brincadeiras e milho assado.

TRADIÇÃO

Apesar das comidas gigantes, o ponto alto do São João de Caruaru é a competição das quadrilhas infantis. O figurino matuto traduz o espírito da festa. Todas as vinte escolas municipais participam do arrasta-pé em uma estrutura montada especialmente para as apresentações. Tudo fartamente enfeitado por balões e bandeirolas coloridas "É muito importante a dança, o ritmo do forró, que é nossa cultura, nossa tradição", ensina Fernanda Conceição, 12, aluna do 7º ano.

E eles fazem tudo direitinho. Tem o puxador, que faz a marcação da quadrilha, e a trilha sonora quem garante é um trio pé-de-serra, também formado por alunos, com sanfona, zabumba e triângulo. "Através da quadrilha, eles aprendem a história da dança, dos santos e ainda aprendem a trabalhar em equipe", explica a gestora Débora Dias da Escola Municipal Josélia Florêncio.