sexta-feira, 20 de maio de 2011

Oswaldo Cruz fica alagado e doentes sofrem

Água invadiu setores do hospital universitário, Centro do Recife. Médicos e alunos afirmam que há risco de contaminação

Hospital alagado impossibilita passagem dos pacientes Marcio Bastos e Francisco Assis / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Hospital alagado impossibilita passagem

 dos pacientes Marcio Bastos e Francisco Assis

As chuvas que caíram no Recife na quinta-feira (19) também causaram transtorno para médicos, pacientes e alunos do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Santo Amaro, Centro do Recife, vinculado à Universidade de Pernambuco (UPE). Na área que fica entre o diretório acadêmico de medicina, a lavanderia do hospital e o serviço de doenças infecciosas e parasitárias (DIP) um verdadeiro rio dificulta a passagem das pessoas, muitas delas idosas e crianças que buscam assistência médica.

De acordo com o presidente do Diretório Acadêmico de Medicina, Márcio Bastos, há muito tempo a situação é a mesma. "Sempre que chove um pouco mais alaga essa parte. É um absurdo isso acontecer em um local onde as pessoas procuram tratamento".

Segundo ele, a maior preocupação é a de contágio. "O tempo todo chegam pacientes com leptospirose, dengue e outras doenças. Ninguém sabe o que pode estar nessa água suja. Quando chega carro ou ambulância, então, forma-se uma onda que invade a lanchonete onde muitos alunos fazem as refeições".

Para o vice-presidente do DA, o estudante Francisco de Assis, uma fossa de esgoto aberta e o despejo de resíduos da lavanderia são outros fatores que aumentam os riscos de contaminação. "Roupas de cama de pacientes, trajes usados por médicos em cirurgias e outros materiais que podem transmitir doenças são lavados aqui, mas não existe muito cuidado com o despejo da água".

Os estudantes afirmaram já ter discutido o assunto com o vice-reitor, Rivaldo Albuquerque. "Ele disse que já tinham elaborado projeto para resolver esses alagamentos. Falou até que estaria orçado em R$ 2 milhões, mas não sabemos quando as obras serão feitas. Enquanto isso, nossa situação só tende a piorar", disse Bastos.

A assessoria de imprensa da UPE informou que a reitoria vai contratar uma empresa de engenharia para fazer levantamento dos problemas causados pelas chuvas e solucioná-los em breve. O prazo para a contratação da empresa e o início das obras não foram divulgados.