terça-feira, 17 de maio de 2011

Grevistas rejeitam proposta

O impasse entre servidores do Judiciário estadual e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) parece não ter fim. Nessa segunda (16), em assembleia, a categoria, que está em greve há uma semana, recusou nova proposta do TJPE. A ideia de aumentar a carga horária dos servidores, mas apenas em janeiro do próximo ano, não foi aceita pelos grevistas.

"A questão da carga horária é inegociável. A categoria não aceitou e não vai aceitar esse aumento na carga horária", garantiu Roberto Santos, presidente da Associação dos Servidores do Judiciário de Pernambuco.

Segundo ele, o tribunal ainda propôs um reajuste salarial de 17%, sendo 10% este ano e 7% em 2012. Para os grevistas, essa proposta é melhor do que a anterior, que era de 8,5% agora e o restante no próximo ano.

Além do reajuste e da manutenção da carga horária, que é de 6 horas, os servidores também exigem a correção do salário pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o balizador oficial de inflação do País.

Os grevistas ainda querem atualização dos benefícios: 24% na alimentação e 20% na saúde. Mas os Tribunal de Justiça de Pernambuco oferece 8,12% para os dois itens.

Hoje, uma nova rodada de negociação entre servidores e TJPE deve acontecer pela manhã. À tarde, a categoria se reúne mais uma vez no Fórum do Recife.

Por causa da greve, a seccional pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) solicitou e o Tribunal de Justiça suspendeu os prazos processuais.

Na última quinta-feira, o governo conseguiu liminar obrigando os servidores do Judiciário a manter serviços essenciais, como pelo menos 50% da força de trabalho composta por servidores efetivos, manutenção dos serviços de distribuição e protocolo-geral de petições e garantia de atendimento, encaminhamento e processamento de todo e qualquer expediente urgente.

Os servidores em greve continuam realizando os seguintes serviços: medidas cautelares, mandados de segurança, alvarás, habeas corpus, mandados, processos de réus presos, infância e juventude e medidas protetivas de urgência.